Marinha de Guerra Portuguesa

A Marinha de Guerra Portuguesa é um dos três ramos das Forças Armadas e é responsável pela defesa do território (marítimo e terrestre) e interesse nacional.

Trata-se do ramo militar marítimo mais antigo e ainda em funcionamento no mundo de acordo com uma "bula" papal do Vaticano. A título de comparação, a independência de Portugal foi em 1143 e pouco depois, em 1180, é documentada a primeira batalha, da então Marinha Real (nome apenas oficializado em 1312), ao largo do Cabo Espichel contra embarcações de uma esquadra Muçulmana. No entanto, foi preciso esperar até 1312 para a Armada receber a sua primeira Organização Permanente e o seu Primeiro Almirante, Manuel Pessanha.

Réplica da Caravela Portuguesa do século XV

Com a expansão ultramarina e o interesse português na procura de novos territórios além-mar, a Marinha passa a ser empregue a partir de finais do século XIV em expedições, exploração dos oceanos e combatendo os inimigos que se opunham. Portugal tinha agora navios a navegar em todos os Oceanos dominando assim a expansão Marítima.

Com a formação da União Ibérica, em 1580, a Marinha perde muitos dos seus navios, nomeadamente os mais poderosos, ao serviço do Rei Filipe de Espanha que os transferiu para a sua "Armada Invencível"  e os perdeu na luta contra os seus inimigos. A Marinha tinha entrado em decadência.

Naus Portuguesas e outras embarcações da Marinha do Século XVI

Foi preciso esperar pela Restauração da Independência para Portugal ver, novamente, o seu poder naval crescer. Em 1717 a Marinha batalhou contra os turcos que ameaçavam o sul da Europa e em 1800 atinge o seu auge.

Couraçado Vasco da Gama de início do Século XX

De 1800 para 2015 a Marinha de Guerra viu várias vezes mudar os seus objetivos, apoiou a pacificação e ocupação das colónias africanas no século XIX, protegeu comboios marítimos e combateu navios alemães na Primeira Guerra Mundial (de 1914 a 1918) e assegurou a neutralidade portuguesa durante a segunda, 1939-45. Com a entrada de Portugal na NATO/OTAN (Organização do Tratado Atlântico Norte) a Marinha priorizou a ameaça submarina soviética e em 1961 fez a sua ultima grande expansão de meios para guerrear contra os movimentos revolucionários que lutavam pela independência das colónias e eram apoiados direta e indirectamente pelos soviéticos. Com o conflito terminado em 1975 a Armada viu os seus meios reduzidos ou parcialmente desarmados, visto tais não serem considerados necessários.

Com um total de 4 fragatas, a classe João Belo representou um dos esforços  de afirmar os interesses de Portugal na Guerra Colonial e nos mares asiáticos (Timor e Macau), chegaram a estar equipadas com 3 canhões de 100mm que lhe proporcionavam um excelente desempenho em batalhas dentro dos 17Km, mas em 1987-89, ao longo de uma modernização, um foi retirado e os lançadores de mísseis e torpedos foram substituídos por novos. Em 1994 e 2004 dois navios foram retirados de serviço e em 2008 os últimos dois navios foram substituídos por duas fragatas tipo M, em segunda mão, construídas em 1994, classe Bartalomeu Dias, ex.Kare Doorman, foram retiradas da Marinha Holandesa devido a cortes no orçamento. Quanto às ultimas João Belo, antigas e veteranas fragatas, foram transferidas para a Marinha do Uruguai.

Com o fim da Guerra Fria nos anos 90, a Marinha focou-se na obtenção e manutenção dos meios estritamente necessários para a defesa dos interesses nacionais, para o apoio multi-nacional a aliados, missões de paz e combate ao terrorismo, fóco que ainda hoje se mantém.

Fragata ex.holandesa da classe Bartalomeu Dias, segundo especialistas, veio aumentar em 60% a capacidade da Marinha apesar de ter substituído, com dois navios, quatro embarcações.

_ _ _ _

Portugal Defense News and Global                                                                                                                            03 de Maio de 2015

 

 

Etiquetas

A lista de etiquetas está vazia.