M60A3TTS

O M60A3 é a evolução do anterior A2, e o A3TTS é por sua vez a modernização do A3. 

O carro de combate M-60 foi desenvolvido para render os M-48 do Exército Americano, tendo também revelado bastante sucesso no estrangeiro (no total foram entregues mais de 5000).

A sigla "TTS" significa "Tank Termal Sight" - Sistema de Visão Térmica, e trata-se de um reforço da versão A3, que tinha já vários sistemas inexistentes no A2, como sistemas NBC, de gestão de tiro e telémetro a laser.

M60A3TTS do Exército Português.

Nos anos 70 (78/79), altura em que surgiu o M60A3TTS, este era um dos tanques, senão o tanque, mais capaz em operação no mundo, graças a aplicação de novas tecnologias e métodos que lhe davam superioridade no campo de batalha. Entre estas aplicações estavam mangas térmicas que anulavam consideravelmente (para os sistemas da época) a assinatura térmica da arma após o disparo e geradores de fumaça que criavam uma manto protector. Estando a viatura coberta pelo fumo, esta tornava-se apenas visível a quem tivesse sistemas de visão térmica, algo que revolucionário nos anos 70 e inexistente nos T-72, rivais directos do M60.

Coluna de tanques M60A3TTS do Exército Português.

O A3 está equipado com um canhão de 105mm de cano longo como armamento principal, que é relativamente eficaz para a destruição de inimigos, ainda mais estando equipado com um sistema de gestão de tiro que o tornava particularmente preciso.

Apesar de tudo, o M60, embora ainda tenha o seu valor militar, encontra-se actualmente obsoleto, sendo os seus sistemas outrora revolucionários agora comuns na maioria dos tanques de guerra rivais.

Apesar da tentativa de desenvolver novas versões, como o "Sabra" (Israel) ou o 120S (Turquia), acabou por ser retirado do arsenal norte-americano e substituído por volta dos anos 80 e 90 pelo mais moderno e capaz M1Abrams.

Carro M60 A3TTS do Exército no campo militar de Santa Margarida.

Nos anos 90 Portugal recebeu cerca de 100 M-60A3TTS, cedidos pelos americanos e aliados que agora os retiravam de serviço, parte deles participaram inclusive na Guerra do Golfo (1990/91) onde pouco depois da comissão foram enviados para o Exército Português.

Actualmente Portugal opera não mais de 50 destes tanques estacionados em Santa Margarida, estando os outros 50 retirados e inseridos na reserva de guerra, substituídos pelo bastante mais moderno Leopard 2A6.

Portugal Defense News and global

12-05-2015

 

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