Leopard-2A6

Armado com um canhão L55 de 120mm, o Leopard 2A6 é uma evolução do carro de combate 2A5, que embora idêntico estava equipado com o canhão L44 mais curto, menos potente, mas de igual calibre. O L55 é 1.32m mais longo que o L44, e assim providencia aos seus usuários a capacidade de atingir alvos a uma maior distância que qualquer outro tanque.

Leopard 2A6 do Exército Português.

O Leopard 2A6 tem também uma blindagem de componentes na torre em cunha, saias laterais e na parte frontal, inexistente na versão 2A4, mas já aplicada na versão A5, no receio de que o armamento de 125mm dos T90 e T80, evoluções do T72 russo, a conseguisse perfurar. O tanque encontra-se também reforçado com blindagem reactiva e na parte superior da torre, que estando normalmente menos protegida, poderia destinar o blindado a ser destruído pelos novos mísseis anti-carro, desenvolvidos para acertarem por cima e não pelos lados. A versão construída sob licença em Espanha, por exemplo, incorpora já este método.

Leopard 2A5 alemão, onde se nota o cano curto L44.

O Leopard 2A6 está portanto preparado para resistir a todo o tipo de novas ameaças de infantaria e de outros tanques de guerra, quer seja atingido pelos recentes RPG de ogiva dupla ou por armamento anti-carro.

Com apenas uma versão desenvolvida mais recentemente, o A7, (que compartilha com o 2A6 muitas das suas características estando apenas mais bem preparado para combates urbanos) o Leopard 2 nas suas ultimas versões, é por muitos considerado o melhor carros de combate do mundo, embora se tenha que ter em conta que nem todos são iguais, visto que embora sejam de desenvolvimento alemão, são fabricados também por outros países como a Holanda e Espanha.

 O Leopard 2A7 tem aplicadas algumas características que diferem do A6, exemplo da lâmina frontal para o derrube de estruturas, canhão L55 curto para uma rotação facilitada em ruas urbanas, sistema automatizado de arma de apoio (evitando a presença de um membro da tripulação no exterior da torre) e o consequente aumento de blindagem assim como mais sistemas eletrónicos.

O Exército Português tem no seu arsenal 37 destas formidáveis viaturas, adquiridas em segunda mão ao Exército Holandês, que teve de os vender para cortar despesas e não por apresentarem qualquer tipo de problema ou não serem mais modernos.

Em Portugal estão também acompanhados por cerca de 50 tanques M60 A3TTS de fabrico norte-americano, cedidos nos anos 80.

Leopard 2A6 e o mais velho M60 A3TTS do Exército Português

Na altura da aquisição, em 2008, falou-se na obtenção de mais 18 Leopard 2, para desactivar pelo menos a maior parte dos restantes tanques mais velhos, mas tal não nunca se concretizou.

Salienta-se no entanto, que apesar da superioridade geral do Leopard 2A6, existem tanques, como o americano M1Abrams, ou o T-14 Armata apresentado pelos russos no presente ano de 2015, que em caso de combate têm a capacidade de rivalizar com o alemão, apesar deste último ser obviamente não testado, notam-se algumas novidades na aplicação da tripulação que foi reduzida para 3 homens estacionados na estrutura base da viatura, ondem controlam todo o funcionamento do tanque.

Armata - 3Por ordem da esquerda para a direita estão o T 90 e o T 14 Armata, de fabrico russo, e o M1 Abrams norte-americano e o Lecrec francês. Os russos aplicam também nos seus tanques um sistema de municiamento automático que no ocidente é visto com estranheza (a torre sendo atingida, mesmo que não perfurada, faz com que o projéctil a ser municiado encrave causando a explosão da torre dai a retirada da tripulação dessa área no mais recente T 14) fazendo dos franceses os únicos dos exércitos da NATO a aplicar o método, no entanto neste caso, o problema é parcialmente resolvido pela blindagem superior e  mais estável dos franceses, assim como do veículo em geral.

Os Leopard ao serviço de Portugal representaram uma evolução tremenda da arma blindada portuguesa, o Exército viu novas e melhoradas tecnologias (como modernos sistemas de gerenciamento de tiro, contra medidas, entre outros) a substituirem, do nada, equipamentos dos anos 70 e 80, o que obrigou a um esforço enorme na formação e preparação de novas táticas e infra-estruturas para o novo equipamento, a ser estacionado no campo militar de Santa Margarida.

Leopard 2A6 do Exército a realizar disparo.


Portugal Defense News and global

12-05-2015

 

 

 

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