Arábia Saudita quer que 50% do seu orçamento militar seja redireccionado para a industria local

Caça "multifunção" Eurofighter da Real Força Aérea Saudita
O país gasta mais em defesa do que a Rússia, mas não tem sequer uma industria militar digna.
O terceiro maior país na lista de despesas militares, a Arábia Saudita, planeia redireccionar para a industria local 50% do seu investimento na área de defesa.
 
Isto é, pelo menos, o que afirmou Mohammed bin Salman, príncipe e Ministro da Defesa daquele país do Médio Oriente, ao dizer e perguntar se: - "faz sentido que tenhamos sido o quarto maior país em despesas militares em 2014 e o terceiro em 2015 e ainda assim, não contarmos com uma industria local de defesa?" digna de tal investimento - .
 
Mohammed realçou também que o seu país gasta mais em defesa do que o Reino Unido e França, isto porque essas duas nações dominam no sector tecnológico militar mas a Arábia Saudita não.
 
Artilharia Saudita
 
A industria local é tão débil que recebe apenas 2% do dinheiro gasto em aquisições na área da defesa, isto é algo que o príncipe quer mudar, referindo que a partir de agora, todas as novas aquisições devem ser estudadas, de forma a localizar pontos em que a industria nacional possa participar e  desenvolver e investir em novas tecnologias e instalações.
 
O objectivo, para além de criar alguma independência de fornecimento, é também criar novos postos de trabalho, impulsionar a economia e manter o investimento dentro do país.
 
Mohammed bin Salman diz também ter identificado uma necessidade para aumentar a efectividade das Forças Armadas, realçando que apesar de tantos biliões na manutenção do arsenal militar, o seu país localiza-se dentro dos vigésimos no que toca a efectividade e eficiência: - "existe algo errado aqui," disse.
 
As Forças Armadas Sauditas são uma mistura de equipamentos altamente modernos como artilharias, aviões e tanques de procedência ocidental (e não só), no entanto notam-se falhas no que toca ao sector humano, o seu armamento e equipamento pessoal e assim como a sua formação e profissionalismo, existem também varios equipamentos cuja necessidade de retirada de serviço é vista como necessária, de forma a não conflituar com o padrão tecnológico de material mais novo ao dispor das Forças da Arábia.
 
Fontes: Defense News // arquivos independentes
Texto: Portugal Defense News...and global
Imagens: Vários // Internet
 

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